terça-feira, 23 de agosto de 2016

A depressão me trouxe a obesidade




Uma das consequências do meu estado depressivo foi um considerável aumento de peso que resultou em meu estado de obesidade atual. Engordei 27.60 em 1 ano e estava bem com isso porque havia me conformado de que não havia mais nada para mim. Tentei de todas as formas me convencer de que estava bom daquela forma e que por mais que me esforçasse nunca sairia daquela situação.

Já deprimida e sem muitas esperanças pude conhecer e vivenciar a maldade e hipocrisia das inúmeras pessoas que riram de mim e buscaram de todas as formas me diminuir quando exaltavam e evidenciavam meu ganho de peso. Isso doeu muito porque vinha de pessoas que eu esperava que me apoiassem. 

Pude sentir e ainda estou sentindo na pele a dificuldade em me sentir bem em alguma roupa, dificuldade para subir uma escada ou qualquer esforço físico mesmo que leve, dificuldade em me olhar no espelho e me reconhecer e por fim dificuldade em ouvir as pessoas me dizendo o quanto eu estou gorda. Os comentários maldosos talvez sejam a pior parte. Dizer que gordofobia é invenção é uma grande mentira.

Estou neste momento em um plano de reeducação alimentar e exercícios, porem ainda é o começo. Com essa experiência com a obesidade pude perceber o quanto as pessoas se importam com a capa e desvalorizam o ser humano em si. Como é difícil se aceitar ou aceitar que temos um problema e como é quase impossível sair da zona do conforto quando estamos la a muito tempo. 

Não acredito que as pessoas devam querer emagrecer ou mudar qualquer item em seus corpos devido a comentários de terceiros, mas sim que o importante é gostar do que se vê no espelho. Hoje eu não gosto do que vejo, mas entendi que mudar depende de mim e não adianta esperar incentivo de outras pessoas para iniciar algo pelo qual sou diretamente responsável. Ninguém além de mim é responsável por minha felicidade e talvez aprender e aceitar isso seja a pior parte. 

Um comentário:

  1. Seguir o plano de reeducação alimentar e fazer os exercícios vai ajudar muito, o principal é não desistir de ti, da tua saúde. Não é fácil mas não é impossível ( como leste no meu blog, eu tinha e tenho tudo para desistir de mim, de mudar, exclusivamente, por mim. E mudei. Mudei por não ter escolhido o caminho mais fácil.) Força, vais conseguir!

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