quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Meu primeiro contato com antidepressivos


Depois de algumas seções com minha psicologa ouvi pela primeira vez a palavra depressão dirigida a mim. Foi como se  durante a vida toda eu já soubesse disso e guardasse essa informação como um segredo e agora alguém havia me dito com todas as letras que eu estava doente.

Acho que a doença ficou la escondida durante toda a infância e adolescência apenas enviando recados de que um dia ela surgiria quando eu menos esperasse. E agora ela estava ali.
Fui encaminhada para uma consulta com um psiquiatra e de la sai com uma receita. Nunca pensei que um dia seria usuária de remédios controlados, mas agora la estava eu comprando Fluoxetina e Rivotril.

Em uma crença moldada através do senso comum acreditava que somente pessoas "loucas" faziam uso desse tipo de medicação. Percebi que agora eu estava sendo vítima de meu próprio preconceito. Ou estaria eu louca?

Apesar de não me sentir assim esse questionamento me ocorreu e permaneceu por muito tempo. O processo de aceitação da realidade e amenizado pela possibilidade de uma melhora. E assim na esperança de bons resultados e desconstruindo meu preconceito iniciei meu tratamento com aquele medicamento.


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